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Aquele beijo que não te dei

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Fiquei sabendo ontem, no final do dia, que 13 de abril, é, ou era, melhor dizendo, o Dia do Beijo! E isso me trouxe a lembrança do útimo beijo que não dei em meu pai! Na última vez que o vi, eu estava cansada demais para descer as escadas e me despedir dele com um beijo. Nesse dia apenas dei um tchau e, de longe, disse ‘até segunda’. Não houve uma segunda-feira, nem uma segunda chance. Nem pude dar um beijo nele naquele dia e tampouco nos dias e anos seguintes. Esse mês completam-se três anos sem meu pai. Sem ele, e sem beijo nenhum. Aquele beijo que não lhe dei faz muita falta. Tanta falta quanto ele. E com isso aprendi que não importa quantos beijos você dê em uma pessoa. Se um dia você deixar de dar um, apenas um, seja por pressa, por falta de vontade, por indiferença, por insegurança, ou apenas porque passou e “não rolou”, é exatamente desse beijo que você vai sentir mais falta.

Por isso, e sem delongas, meu recado hoje é simples. Beije. Beije. Beije. Beije seu amor, seu pai, sua mãe, seus filhos, seus amigos, seus bichos de estimação. Beije quem é importante pra você e deixe-o saber disso; há alguns segredos que não devem ser guardados por muito tempo, outros não devem sequer ser guardados por segundos!

Beije sem vergonha de ser feliz e sem pensar no que vão achar de você! Beije pelo simples fato de que a vida é pequena demais para que você fique esperando a melhor hora de beijar e ser beijado, de amar e ser amado. E quando a vida passa e o beijo já não é mais possível … a gente percebe o quanto ele faz falta!

O beijo é sua alma dizendo te amo, te adoro, te admiro, te quero, te preciso. Cada beijo tem um sentido e pra cada sentido, um beijo diferente. Mas seja como for, o beijo é o reflexo mais puro, sincero e simples de uma alma que acolhe outra sem pedir nada em troca; que se entrega pelo genuíno prazer de estar ali, junto de quem se ama, se admira, se buscou, se encontrou!

“Não se admire se um dia
Um beija flor invadir
A porta da sua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo

Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Ai que saudade de ocê

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijos
Ai que saudade sem fim
Ai que saudade sem fim …”

‘In memorian’ a meu pai, Alcides Ramalho de Oliveira (1935 – 2012), pelo último beijo que eu tanto queria ter dado!

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This entry was posted on April 14, 2015 by .