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Amor I love you

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Houve um tempo em minha vida em que eu achava que jamais ia arrumar um namorado. Eu me achava feia, desajeitada, fora da curva. E quando diziam assim ‘calma que toda laranja tem sua metade’, a única coisa que passava em minha mente era ‘a minha alguém já chupou e jogou o bagaço fora’. Nessa época eu tinha certeza absoluta de que (1) namorados foram feitos para as meninas populares e bonitas e (2) eu jamais seria popular e muito menos bonita.

Alguns (muitos) anos se passaram e tanta coisa mudou. Já não tenho mais 15 anos e, se por um lado não carrego mais o peso da seleção natural entre as adolescentes maníacas por um espaço ao sol, por outro sinto saudades da época em que o Dia dos Namorados parecia ser a melhor, maior e mais importante data do ano! Lembro-me das minhas amigas, adolescentes se achando adultas, indo com as mães ao shopping para comprar presente para os namorados; e eu dizia pra mim mesma “ainda bem que não tenho namorado, assim não preciso gastar dinheiro com isso’. Inocente, tadinha. Querendo enganar a quem? Eu morria de inveja (e não era inveja da branca, tá?). Eu queria ser elas, lindas, encantadoras, cabelos longos, populares. Mas o destino não quiz assim e por anos a fio eu tentei me convencer de que ter um namorado naquela altura do campeonato era, no mínimo, desnecessário.

Com 18 anos eu havia mudado. Já não usava mais calças e camisetas largas pra ninguém perceber o que havia por dentro, já aceitava meus cabelos curtos mas cuidava bem deles para que parecessem mais bonitos, já sabia que a maquiagem não fazia milagres, mas ajudava pra caramba! Com o tempo fui me descobrindo e depois de alguns tombos e cabeçadas, descobri que para alguém gostar de mim eu não precisava ser outra pessoa; precisava apenas gostar de mim em primeiro lugar e, claro, mostrar ao mundo o que em mim havia de belo, fosse o que fosse. Eu era simpática, engraçada, adorava uma boa conversa, era inteligente e tinha o dom de me dar bem com todos. Dando uma ajudazinha pra mãe natureza, as coisas se combinariam e eu conseguiria, finalmente, encontrar minha ‘cara metade’. E assim foi. Confesso que achei várias caras metades ao longo do caminho, mas nenhuma do meu número. Até que aconteceu.

Não foi meu primeiro amor, mas foi a primeira vez em que senti que estaria feliz enquanto estivesse com ele. Que estaria segura, que poderia confiar. Que iria com certeza chorar, mas mais certamente ainda, rir, me divertir e aproveitar a vida. O amor é isso, afinal. Duas almas que se completam, duas peças diferente, de um mesmo quebra-cabeça, que se encaixam perfeitamente. Duas metades de um todo que se forma aos poucos. Dois caminhos que se encontram e se tornam uma longa estrada a ser trilhada aos poucos, com paciência, com respeito, com responsabilidade, com comprometimento, com doação. Adoro os versos de nosso querido Vinicius “pode não ser eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. Perfeito. Traduz exatamente o que espero do amor. Porque pode não durar para sempre, mas porque enquanto durar, deve ser imenso, verdadeiro, profundo e delicioso.

Já não penso mais no Dia dos Namorados como antes. Mas ainda gosto de comemorar, porque depois de muito sofrer numa solidão incomensurável e intensa, ano após ano, durante minha adolescência em que feras e belas confrontavam-se pelos melhores momentos, eu encontrei o meu momento, o meu namorado, o meu pedacinho de chão, o meu porto seguro. E hoje eu realmente acredito que ‘toda laranja tem sua metade’. E não, a minha não veio em forma de bagaço.

Feliz Dia dos Namorados pra todos. E que seja INFINITO enquanto dure!

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This entry was posted on June 13, 2015 by .