Eu não sou nenhuma especialista no assunto, e nem tampouco formada em alguma daquelas ‘fancy universities’ que todos comentam: “(Não) Fiz Harvard”, “(Não) Me formei em Yale”, “(Não) Tenho diploma de Stanford”. Quisera (e pudera). Mas infelizmente, ou felizmente, a vida me trouxe de outro lugar. E o que vou escrever aqui tem única e específica base em minha própria existência, em minhas leituras, em meus relacionamentos e no modo como, quase sempre, vejo a vida.
Todo mundo quer ser feliz, ter saúde e paz, certo? São praticamente as 3 forças que regem o nosso universo e que, quando satisfeitas, geram outras formas de querer, um pouco mais complicadas, digamos: ser rico, viver nos Estados Unidos legalmente, viajar para o exterior (fora dos Estados Unidos, que fique claro) pelo menos uma vez por ano, comprar um carrão, namorar com George Clooney, ops! Mas no fundo, no fundo, o que queremos é rir, passar bem longe dos hospitais e poder exercer seu direito de ir e vir sem medo. Pois bem! O último deles depende tanto de mim, quanto um elefante depende de alguém para “dar uma forcinha”: inútil sequer imaginar que pode dar certo. Mas acho que depois de viver (tanto) e dar boas cabeçadas por aí, a vida me ensinou algumas coisas que podem ajudar você — que não viveu tanto quanto eu, ou que nunca parou pra pensar nisso, com os dois outros fatores, cruciais para viver bem: ser feliz e ter saúde!
Ser feliz, acredite, é mais genético do que pode parecer. Pessoas felizes geram pessoas felizes e educam pessoas felizes. Porque a felicidade é, nada a mais nada a menos, que evitar o negativo, dispensar o que não “faz parte” e correr atrás daquilo que te faz sorrir à toa. E saúde, vem com a felicidade e com uma vida dedicada a — surpresa — você! Fácil heim? Na verdade, nem tanto. Mas existem truques, pequenos desvios que você pode usar para escolher ser feliz, em detrimento de qualquer outro possível sentimento. Lembre-se: ninguém nasce feliz!
Evitar o Negativo parece simples, mas quando você está ‘enfiado’ em uma situação difícil, normalmente as coisas negativas são as primeiras que vêm a sua mente. É normal; não se sinta o pior dos humanos por isso. Mas reaja com todas as suas forças, porque um pensamento negativo gera outro e o efeito, acredite, vem em cascata. Nessas horas o melhor a fazer é pensar em tudo de bom que já aconteceu com você — claro que tem algo de bom! Não me venha com essa conversa de fim de noite que não deu certo! “Nada de bom acontece comigo”, “minha vida sempre foi assim”, “não me lembro da última vez que sorri de verdade”. Tá vendo, já estamos entrando no círculo vicioso da negatividade sem fim. Você nasceu, cresceu, teve amigos, pode até ter quebrado um braço ou outro, mas tenho certeza que saiu vivo (do contrário deixe de ler isso imediatamente e volte já para seu descanso eterno, por favor). Você sorriu muito mais do que imagina e cada vez que lembrar de um sorriso, outro lhe surgirá. E assim, pensamentos positivos irão brotar e você vai acreditar novamente que sorrir e ser feliz é possível.
Cercar-se de pessoas felizes e positivas é lei. E essa lei faz parte da segunda ‘lição’ de hoje: dispensar o que não faz parte. Aprenda que as pessoas que não querem te ver feliz, nunca ajudarão você a crescer e ser uma pessoa melhor; e muitas vezes elas simplesmente não querem te ver feliz, porque sua felicidade poderá ofuscar a negatividade que elas alimentam! Na boa, fora com elas! Infelizmente o mundo é assim e se você não consegue mudar os “amigos infelizes”, não junte-se a eles. Tentar ajudar é uma coisa, se enfiar na lama com eles é outra completamente diferente e você não precisa disso! E já que eles estão indo embora e odeiam um motivo pra rir até a barriga doer de verdade, mande embora com eles aquelas coisas que te fazem mal: as fotos antigas, as lembranças de momentos nada gloriosos, os pensamentos podres. E digo mais, experiências são boas e de duas uma, se não nos fazem vencer, nos forçam a aprender com elas. Mas se uma experiência foi traumatizante demais, não deixe que ela te assombre pelo resto dos seus dias — fora com ela também, oras bolas. Sua caixinha de experiência não vai sofrer uma perda tão grande e, queira ou não queira, aprender você já aprendeu não é verdade? Dispensar o que “não faz parte” só é complicado num primeiro momento; depois você se acostuma e o desapego passa a ser normal. Você não mais se vê ‘jogando fora coisas que fazem parte de seu passado’, mas ‘tirando do caminho coisas que você não quer para o seu futuro’. E mais uma dica: vai magoar sim algumas pessoas, mas elas sobreviverão e você também, só que mais feliz!
E, depois de aprende a sorrir mais e de fazer a limpeza geral, corra atrás daquilo que te faz bem. Já se tocou que tem coisas que fazem a gente sorrir à toa mesmo? Pode ser uma pessoa, um hobby, um lugar, um trabalho ou uma simples lembrança. Sei lá, cada um tem sua maneira de rir à toa; o que importa é que ficar sentado esperando essa ‘maneira’ acontecer por milagre não vai dar em nada. Levantar é difícil. Correr atrás é cansativo. Tomar alguns nãos na cara antes de conseguir o que você deseja é chato pra caramba. Mas sem isso a vida não gira, as coisas não saem do lugar e nem Deus vai conseguir te ajudar! Rezar faz parte e eu particularmente acredito muito no poder da fé e na oração. Deus é presente na minha vida, e minha vida é pra mim um presente de Deus. Mas Deus é um caminho e você tem que trilhar esse caminho! Isso significa caminhar, fazer escolhas, buscar o que você quer, lutar pra melhorar o que está ruim e correr (e muito) atrás dos seus sonhos! Ninguém pode fazer isso por você!
Por último, cuide-se. Você é o que é, mas o que você é depende tão somente de você. Comer melhor, beber menos, ter menos vícios, exercitar-se, cuidar da alma. Tudo isso junto conta como ‘saúde’ e dificilmente um caminhará bem sem o outro. Eu sei, caramba quanta coisa!!! Já cansou só de ler né? Mas um ser cansado é um ser repleto — disse alguém. E Deus ajuda quem cedo madruga — disse outro alguém. Esforço é a base de tudo. E, assim como na sua faxina pessoal, começar é difícil, mas depois a excessão vira regra e você incorpora! Claro que de vez em quando você vai querer comer aquela pizza 4 queijos (a brasileira, sabe?), vai querer tomar sozinho uma garrafa de vinho pra dormir com tudo rodando (lembre-se que na velhice isso dá refluxo no próximo dia, tá?), vai adorar ficar uma hora inteira sentado no sofá jogando Candy Crush (sim, isso é vício quando você não consegue mais parar; assim como Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, etc), vai acordar tarde e passar bem longe da academia pra ninguém ver que você está vivo e vai fugir da missa do domingo e se esconder na primeira sala de cinema que ver pela frente. Óbvio! Isso também pode. Porque essas pequenas molecagens vão te fazer ‘rir à toa’ também … e isso significa que de alguma forma, o remédio está dando resultados! Mas não se esqueça: fazer todas essas molecagens tem que ser excessão à regra, okay? Não esqueça de ‘voltar as coisas ao normal’ e ‘colocar tudo no lugar de volta’. Você é dono da sua cabeça, é o mestre, o comandante, o motorista, o piloto. Você MANDA! Seu corpo OBEDECE! Portanto, mande com sabedoria!
No final, a vida é mesmo uma caixinha de surpresas. E nem sempre a gente tem o poder de escolher a caixinha só com as coisas boas. Elas vem misturadas; cabe a cada um de nós saber lidar com a nossa caixinha e ir, aos poucos, deixando dentro dela só o que nos faz viver melhor. Portanto lembre-se: RIA, FAÇA AMIGOS QUE TE FAZEM RIR, E INVISTA TEMPO NO SEU CORPO E NA SUA ALMA. No mais, vamos vivendo e lembrando que estamos aqui de passagem. É como uma viagem. Você não quer levar fotos feias de volta pra casa quer? Não, ninguém quer. Preste bem atenção então e tire novas e lindas fotos!