
Dizer eu te amo não é tarefa difícil. Uma frase relativamente simples, três palavrinhas curtas e pronto. EU TE AMO está dito. Sentir tudo o que vem por trás dessa simples frase é, no entanto, um pouco mais complicado e demanda tempo, boa vontade, amizade, respeito, companheirismo, transparência, paciência e muito amor verdadeiro.
Essa semana um amigo me ensinou que há três tipos de amor. Fiquei intrigada e como boa pesquisadora, decidi correr atrás da informação. E não é que era verdade. Filosofei muito minha vida toda, e nunca me deparei com tal informação. Pois bem, os tipos mais conhecidos de amor humano são Ágape, afinidade de ideais espirituais, Eros, atração física e desejo e Philos, afinidade mental e cultural.
O amor Ágape está muito ligado ao amor divino, incondicional. É o amor afetivo, isento de conotações sexuais, segundas intenções, malícias e interesses pessoais. Platão costumava referenciar esse tipo de amor com relações onde se admira demais a ‘coisa amada’. É o amor além da ‘realidade’. Aquele que se sente, mas não se pode explicar. É como a fé. É um amor que simplesmente faz parte de nós.
Já o amor Eros representa o amor sexual, repleto de paixões inebriantes, a pura atração física. Quando unificado ao amor Ágape transforma relações, fazendo-as tornar-se reais fontes de inspiração. No entanto, pode ser também visto como o amor em sua forma possessiva, desafiante, monopolizadora e controladora.
O amor Philos é o amor fraternal, que envolve lealdade, igualdade e mútuo benefício, além de dedicação ao objeto amado. Famílias e amizades verdadeiras são o maior exemplo desse tipo de amor. Demanda muito comprometimento e sinceridade e, se desfeito, cria sensações de vazio imensas, de abandono, de traição.
Seria, portanto, ideal se pudéssemos experimentar as três formas de amor juntas. Personificadas naquela pessoa que você admira, respeita e que te atrai. Nem sempre isso é possível. Por isso criamos a PAIXÃO. É quando estamos apaixonados que conseguimos unificar todos os tipos de amor. Aquele momento mágico em que nossos olhos, nosso coração e nossa razão caminham juntos. Infelizmente aprendemos pouco tempo depois que as paixões são como grandes pancadas de chuva – elas vêem de repente causando admiração, turbulência, vida … e também de repente se vão, deixando inundações, destroços e muita coisa a ser ‘arrumada’. Quando jovens acreditamos fielmente na paixão. Um pouco depois, o amor sexual toma conta de nós. Amadurecemos e entendemos que o amor fraternal é mais importante e mais compensador. Ficamos velhos e nos apegamos ao amor divino, na esperança de que haja sempre algo além do que já vivemos. É na verdade um ciclo, que vamos entendendo com o tempo, com os risos, com as lágrima, com os abandonos (físicos ou apenas psicológicos), com as perdas, com as experiências e com a vida.
Seja como for, amar sempre foi e sempre será a força motriz que nos faz ir. Que nos faz querer mais. Que nos faz buscar novas oportunidades e viver novas experiências. Amar é não somente importante, como necessário. É nosso AR. Nosso caminho. E porque Amar é tão somente lindo em sua essência, temos o Dia do Amor. O dia em que todos (ou quase todos) os seres humanos separam em seu calendário pra serem mais pacientes, para doarem-se, para celebrar a vida juntos, a amizade, o carinho, a atração. E então eu me pego analisando … o Dia do Amor. Como se nos outros 364 dias do ano pudéssemos deixar de respeitar, de ser amigo, de amar. Amar é amar sempre, constantemente, inevitavelmente, com força, sinceridade e apego. Amar é amar 365 dias no ano, milhões de vezes por dia. É deixar de fazer algo que você quer muito, apenas para agradar alguém que você ama muito. É fazer algo que você não curte tanto assim, apenas para ver sorrir alguém que você ama tanto. É caminhar junto, de mãos dadas. É dizer bom dia, boa tarde, boa noite. É beijar, abraçar, acariciar sempre … e sempre mais. Amar é respeitar a distância quando o outro precisa dela. É ficar bem junto quando isso se faz necessário. É entender que o ‘me dá um espaço’ NÃO significa ‘não te amo mais’. É dar o espaço sem esperar nada em troca. É aceitar o outro como ele é, mas também mudar um pouquinho pra fazer o outro feliz quando isso for importante. Amar é viver 24 horas por dia dando o melhor de você e sabendo que a vida vai ser boa. Simplesmente porque você está preparado para amar.
Bom dia do Amor. Bom Amor todo dia.